Como vive a sociedade contemporânea sem Deus – seus desafios de viver

Introdução:

Você sabe está vivendo? Que mundo é esse? O que se passa? Há um processo evolutivo altamente influenciado pelo pensamento contemporâneo com múltiplas transformações, tanto proveitosas quanto danosas. É preciso como pessoa e como igreja termos consciência do mundo em que vivemos e como em Cristo Jesus podemos ser uma benção. A nossa reação deve ser a de Jesus.

Precisamos ouvir atentamente as vozes deste século, sem deixar de ouvir primeiro a voz de Jesus e da sua Palavra. Sermos de fato discípulos de Cristo no mundo atual.

A sociedade contemporânea tem buscas muito fortes que evidenciam as suas necessidades mais fundamentais e nos mostra como ela está longe da solução, sem se encontrar com o próprio Deus em Cristo. Vamos ver essas buscas.

1. HÁ UMA BUSCA POR TRANSCENDÊNCIA – Pelo superior – Pelo sublime – o espiritual. Até certo tempo atrás, esta palavra era conhecida e comentada somente nos meios acadêmicos de Filosofia (metafísica) e Teologia. Transcendência – tinha tudo a ver com o sentido de Deus acima e fora do mundo criado ao lado da outra palavra que é – Imanência – que quer dizer o sentido de Deus presente no mundo criado. Mas hoje em dia todo mundo conhece em sentido muito mais amplo e popular a palavra transcendental (meditação transcendental). Ou seja, a busca por uma realidade suprema, que se encontra além do universo material. E por que? Por protesto contra a secularização (amar as coisas deste mundo) que ao mesmo que a sociedade gosta, também sente que lhe faz mal. Termina por entender de algum modo, que o homem não vive só de pão. E De que forma o materialismo desabou?

a) Quando vimos o recente colapso do Euromarxismo. Mais do que socialismo como ideologia político econômica, o que desmoronou mesmo foi o marxismo clássico, como filosofia que nega a existência de Deus. Era uma antítese aparentemente segura contra o Capitalismo, que também já provou não ser aquilo de que mais o ser humano precisa. Como tábua de salvação, as doutrinas do comunismo caíram por terra e não satisfizeram nem o intelecto nem as emoções. Uma frustração contemporânea.

b) Quando vimos o deserto causado pelo materialismo ocidental. O secularismo, em sua expressão capitalista, ou como na sua expressão comunista, não conseguiu mais satisfazer o ser humano. Essa “cocacolonização” do mundo contemporâneo, gerou uma claustrofobia psíquica, como diz Theodore Roszak em seu livro – Onde termina o deserto – . Ele diz que essa tentativa da ciência de querer explicar todas as coisas, de desfazer todos os mistérios, resultou nessa frustração. A ciência, diz ele, só consegue medir apenas uma parcela daquilo que o homem pode conhecer. Sem transcendência, as pessoas murcham. Verdade

c) Quando vemos uma epidemia do abuso de drogas. Seja por frustração político social, seja ideológica, seja por meio de seitas exóticas. Em alguns meios seja a ser usada de forma sofisticada e intelectual. Seja nas camadas baixas por seus motivos e nas altas por outros motivos próprios, o ser humano está tentando desta forma distorcida achar o transcendental que lhe é inerente. Mas o lugar está errado, sem dúvida.

d) Quando vemos no mundo inteiro, uma proliferação dos cultos religiosos. Nesses últimos anos se tornou um fascínio a sociedade ser atraída por novas e exóticas religiões e seitas no mundo inteiro. Ressurgimento de crenças orientais ou novas formas de cultuar, como busca humana pelo transcendente. Na Inglaterra pelo menos 800 novas seitas tem sido registradas e nos Estados Unidos, segundo o conhecido escritor Alvin Tofler, mais de 1000 novas seitas levaram a novos cultos mais de 3 milhões de norte americanos. Dentre eles o maior absurdo religioso que foi a seita de Jim Jones, em San Francisco, com o suicídio coletivo no Templo do Povo em 1978. Mas no Brasil é só visitar o Planalto goiano e pedir ao guia de turismo que leve você para conhecer os templos religiosos que ali existem nos últimos 20 anos (!)

2. HÁ UMA BUSCA POR SIGNIFICÂNCIA – Nesses últimos tempos, existe muita coisa que além de sufocar o nosso senso de transcendência, reduz também, quando não destrói, o nosso senso de significância pessoal, que é nossa convicção de que a vida tem algum sentido. Vamos ver isso agora:

a) Vejamos o efeito da Tecnologia – Quem pode viver sem ela hoje? Ela de fato é de algum modo libertadora, mas de vários outros modos de ver é também escravizadora. Faz com que valorizemos mais maquinas do que pessoas. Ouvimos diariamente declarações como: “não posso mais viver sem ar condicionado” – ou celular – o computador, etc. . Ela é de fato deshumanizante também e leva pessoas a se sentirem mais como coisas, objetos, do que pessoas. Somos identificados hoje muito mais por números do que por nosso próprio nome. Somos números e senhas dentro de computadores.

b) Vejamos o efeito do Reducionismo Cientifico – Temos lido e visto certos cientistas do nosso tempo, de diferentes disciplinas, afirmarem que o ser humano não passa, por exemplo, de um animal, como diz Desmond Morris que o homem é um “ macaco despido” . Outros dizem que somos nada mais do uma máquina programada para produzir respostas automáticas diante de estímulos externos. De tal modo que expressões também se tornaram comum para simplificar essas fórmulas de expressão. Dizemos hoje: “ isso não é nada mais nada menos do que…” , ou “nada mais que”, é uma expressão reducionista. A criatura de Deus não é assim tão simples. Somos imagem e semelhança de Deus.

c) Vejamos o efeito do Existencialismo .Ele tem tido o efeito de diminuir o senso de significância das pessoas. Podemos dizer que os Existencialistas Radicais diferem dos humanistas no fato de que para eles, Deus está morto e tudo mais morreu com ele. Se Deus não existe, dizem eles, não existem mais valores, nem ideais, nem leis, nem padrões, propósitos nem significado. Embora eu exista, dizem eles, mesmo assim, não existe em mim nada de profundo significado, a não ser a minha decisão de buscar a coragem de ser. Que coisa triste tudo isso! Negaram a Deus e a Bíblia e deu nisso.

d) Vejamos o efeito da proposta do EVANGELHO, puro e simples, a Bíblia. Aqui os seres humanos são valorizados como pessoas, em virtude do seu valor intrínseco e vistos como imagem e semelhança de Deus. São valorizados por causa dos bons propósitos divinos para conosco, e aí tudo muda. Homens, mulheres e crianças são honrados, enfermos cuidados, idosos são capacitados para viver e morrer com dignidade. Dissidentes ouvidos, prisioneiros reabilitados, minorias protegidas, oprimidos libertados, salário digno e trabalhadores valorizados. Por que isso? Porque para Deus as pessoas valem como dádiva de Deus.

3. HÁ UMA BUSCA PELA COMUNHÃO ENTRE AS PESSOAS

a) Esta sociedade contemporânea e tecnocrata, adoradora da tecnologia, que destrói a transcendência e a significância, destrói também a comunhão. É isso que havia no Éden, antes do pecado. Comunhão com Deus. Não há dúvida de que vivemos numa era de desintegração social. As pessoas acham hoje, tremendamente difícil se relacionar com as pessoas, mesmo na relação conjugal e paterno-filial. Nós continuamos procurando o amor de forma subjetiva, quando ele devia ser praticado objetivamente. Temos um mundo sem amor. Cristo é o nosso padrão.

b) Vimos aqui a tríplice busca em que estão engajados os seres humanos porque tem consciência, mas talvez não sabem como achar a saída .Mas sabem que estão precisando de transcendência – significância e comunhão. E se esforçam de todos os modos em busca. Nós que cremos no Evangelho de Cristo, temos certeza que é o que precisamos já está a disposição de todos, e que é pela obediência e certeza em Cristo que vamos achar essas respostas e bênçãos e anunciar tudo isso com as nossas vidas aos nossos amigos.

c) As empresas sentem isso hoje, a nível de melhor funcionamento, rendimento e aumento de lucros; é inerente essa necessidade a ser suprida em administração hoje. A qualidade total, passa pela qualidade de vida da pessoa também e como ela está (por dentro) enquanto trabalha.

d) As Igrejas sentem também essa necessidade, ainda que laborando com uma proposta de vida cotidiana pela fé, sentem-se traídas nesse objetivo quando com freqüência a comunhão é quebrada, seja por egoísmo, vaidade pessoal , prepotência e individualismo.

e) A questão final é se a igreja pode ser tão profundamente renovada pelo Espirito Santo e pela Palavra de Deus para oferecer uma experiência de transcendência através da sua adoração, de significância através do seu ensino e de uma comunidade modelar por meio da sua comunhão, como verdadeiro Laboratório De Amor. De modo a todos que lhe rodeiam possam ver em Cristo como resposta a todas essas perguntas. Cremos que sim.

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